Teste genético de rastreio pré-natal não invasivo
Saúde da Mulher
neoBona®
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FAQ
O que é o teste neoBona® e qual é o seu objetivo?
O neoBona® é um teste genético de rastreio pré-natal não invasivo (NIPT - non invasive prenatal test) que se baseia na análise do ADN do feto que circula livremente no sangue da grávida, com o objetivo de rastrear o risco para as alterações cromossómicas numéricas (aneuploidias) mais frequentes que podem afetar o feto, como a Trissomia 21 (ou Síndrome de Down), Trissomia 18 (ou Síndrome de Edwards) e Trissomia 13 (ou Síndrome de Patau).
Adicionalmente podem ser rastreadas outras anomalias cromossómicas, conforme a opção de teste.
O ADN fetal circulante no sangue materno são pequenos fragmentos de ADN que resultaram da morte natural de células fetais do trofoblasto (camada externa de células do embrião inicial), e que se deteta habitualmente a partir das 10 semanas de gestação no sangue da mãe, só existindo durante a gravidez. É eliminado rapidamente após o parto, ou após um abortamento, permitindo que este teste seja utilizado em novas gestações consecutivas sem interferência.
A SYNLAB disponibiliza 3 tipos de Teste neoBona®
| Gravidez Unifetal | Gravidez Gemelar | Resultados | |
|---|---|---|---|
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| Máximo de 8 dias úteis A partir da receção no laboratório |
+ |
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| Máximo de 8 dias úteis A partir da receção no laboratório |
GenomeWide |
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| Máximo de 8 dias úteis A partir da receção no laboratório |
*Em situação de gravidez gemelar, não pode ser realizado o estudo individualizado aos cromossomas sexuais de cada feto, assim a presença do cromossoma Y, como resultado da análise, indica que pelo menos um dos fetos é do sexo masculino.
*A análise de aneuploidias dos cromossomas sexuais (X, Y) só é possível nos casos de gestação unifetal.
Porquê fazer o Teste neoBona®?
Globalmente as anomalias cromossómicas ocorrem em cerca de 1-2% dos fetos, mas com prevalências diferentes conforme o tipo de anomalia. Por exemplo, a Trissomia 21 ou Síndrome de Down ocorre em 1 em cada 700 nascimentos. Os testes de rastreio pré-natal permitem identificar se o feto tem risco aumentado de ser portador de uma anomalia cromossómica que vai comprometer o seu crescimento e desenvolvimento futuros. A maioria destas patologias não tem tratamento curativo.
Que tecnologia é utilizada no neoBona®?
A SYNLAB foi um dos primeiros laboratórios europeus a aplicar a tecnologia WGS paired-end (Whole Genome Sequencing paired-end – sequenciação massiva total bidirecional do genoma) em testes pré-natais não-invasivos (NIPT- non invasive pre-natal test), em colaboração com a ILLUMINA, líder mundial na tecnologia de sequenciação genómica de nova geração (NGS - Next Generation Sequencing). Esta leitura permite uma análise mais exaustiva do ADN fetal do que a sequenciação simples.
O teste utiliza um algoritmo bioinformático inovador e avançado, integrando o valor da profundidade de sequenciação com parâmetros que analisam a fração fetal, o tamanho dos fragmentos fetais de ADN livre e o valor cromossómico normalizado (NCV) concomitantemente. Este T-Score permite uma separação mais eficaz entre os casos trissómicos e não trissómicos.
Estas características conferem ao teste neoBona uma maior precisão no resultado, bem como vantagem em casos de frações fetais baixas.
O teste neoBona é integralmente efetuado em laboratórios da rede SYNLAB europeia, com plataforma técnica e software bioinformático com marcação CE-IVD e os ensaios e laboratórios estão acreditados pela norma ISO 15189.
Quem pode realizar o teste neoBona® ?
- Grávidas a partir dos 35 anos, pois o risco para aneuploidias cromossómicas (trissomias, etc.) aumenta progressivamente a partir desta idade.
- Qualquer grávida, de qualquer idade que deseje conhecer o seu risco, com pelo menos 10 semanas de gestação, avaliadas por ecografia. Depois das 10 semanas de gravidez não há limite para ser efetuado.
- Grávidas com idade gestacional mais avançada, que falharam o protocolo de rastreio do primeiro trimestre.
- Rastreio contingente - útil para ajudar na decisão de se submeter a um exame invasivo, após resultado da análise de rastreio bioquímico convencional positivo (com risco acrescido) ou de risco considerado intermédio (habitualmente risco superior a 1:1000 até 1:101).
- Pode ser realizado em gestações gemelares até dois fetos, em que o resultado do rastreio convencional do 1º trimestre é menos fiável
- Pode ser efetuado nos casos de gravidez por reprodução medicamente assistida, incluindo FIV com doação de gâmetas.
O teste pode ser realizdo em gestação de gémeos? Há limitações?
Sim, o teste neoBona® pode ser realizado em gestações até 2 gémeos. Não é possível realizar o teste em gestações com mais de dois fetos, pois não há estudos de validação clínica dos resultados.
O rastreio das aneuploidias dos cromossomas sexuais (X e Y) não é possível ser realizado em gestações gemelares.
A determinação do sexo fetal revela-se pela presença ou ausência de material genético do cromossoma Y. Assim, no caso das gestações gemelares, se o teste mostrar a presença de material genético do cromossoma Y, apenas se fica a saber que pelo menos um dos fetos é do sexo masculino. Se o resultado mostrar ausência de material do cromossoma Y, ficamos a saber que os fetos são ambos do sexo feminino.
Nas gestações gemelares também não se pode identificar de modo individualizado a presença de uma anomalia cromossómica. Por exemplo se o resultado for negativo para Trissomia 21, nenhum dos fetos é afetado; mas se for positivo, pode ser só um afetado ou os dois. Nestes casos, será sempre necessário efetuar um exame invasivo (amniocentese) para confirmar o diagnóstico e discriminar o feto afetado.
Quais as condições de preparação para a colheita?
A análise é efetuada através da colheita de uma simples amostra de sangue da grávida, a partir das 10 semanas de gestação ecográficas (≥10+0). Não é necessário jejum ou qualquer outra preparação prévia. A requisição médica é obrigatória, bem como a apresentação de uma ecografia que comprove o número de semanas de gestação que a grávida apresenta. Recomenda-se marcação prévia, telefónica ou por mail.
Onde posso fazer o Teste neoBona® ?
Pode realizar o neoBona® em qualquer unidade SYNLAB ou solicitar uma colheita no domicílio.
Para encontrar o posto SYNLAB mais perto de si, aceda a www.synlab.pt , contacte-nos por telefone (210 303 210) ou email (geral@synlab.pt)
O que é uma anomalia cromossómica, quais as causas e consequências?
O número normal de cromossomas contidos no núcleo de cada célula na espécie humana, é de 46, organizados em 23 pares numerados de 1 a 22 autossomas, e um par de cromossomas sexuais ou cromossomas (XX ou XY). Os pares de cromossomas têm um cromossoma herdado de cada progenitor: mãe e pai.
As causas das anomalias cromossómicas podem ser várias, por exemplo: erros na divisão celular, fatores genéticos e ambientais. A idade materna superior a 35 anos é um fator de risco acrescido para a ocorrência de aneuploidias fetais, e o risco vai aumentando com a idade.
A maioria resulta em anomalias numéricas dos cromossomas (aneuploidias), por exemplo ter um cromossoma a mais como nas trissomias (Trissomia 21: 47, XX, +21), ou a menos como nas monossomias (Síndrome de Turner: 45, XO).
As alterações de estrutura podem ser erros no tamanho/quantidade (ex.: deleções e duplicações), de forma (ex.: em anel) ou da posição do material genético cromossómico (ex.: translocações, inversões).
A maioria das alterações que implicam alteração da quantidade de ADN/genes dos cromossomas vai ter consequências nos indivíduos afetados (ex.: atraso no desenvolvimento psico-motor, deficiência intelectual, anomalias físicas e alteração de funcionamento de órgãos e sistemas).
A maioria destas anomalias genéticas não é herdada nem hereditária, é um erro esporádico. Algumas anomalias não são raras, por exemplo o Síndrome de Down ocorre em 1 em cada 700 nascimentos.
Quais são as vantagens do teste neoBona® ?
• Alta sensibilidade - o neoBona® tem uma sensibilidade (taxa de deteção) superior a 99%, permitindo reduzir muito o número de falsos positivos (5%) do rastreio convencional, para 0,01% no neoBona®. A sensibilidade máxima do rastreio bioquímico convencional do primeiro trimestre (rastreio combinado e outros) não ultrapassa os 95%, havendo assim uma percentagem de 5% de falsos positivos. Isso significa que, em cada 100 fetos saudáveis, 5 são classificados como em risco, e as grávidas têm de ser submetidas a procedimentos invasivos para clarificar a situação, como a biópsia das vilosidades (placenta) ou amniocentese; estas técnicas têm um risco associado de perda fetal (cerca de cerca de 0,5%.
• Não-invasivo - o neoBona® faz parte da nova geração de testes de rastreio pré-natal que possibilitam a deteção de risco das principais trissomias precocemente na gravidez, de modo não invasivo, através de uma simples colheita de sangue materno.
• Diminuição do número de testes invasivos – ajuda a ponderar a decisão de fazer um teste invasivo (biópsia das vilosidades ou amniocentese)
• Eficaz mesmo com fração fetal baixa - a maioria das grávidas tem uma fração de ADN fetal circulante no sangue igual ou superior a 4% a partir das 10 semanas de gestação, mas em alguns casos pode estar mais baixa, Devido à tecnologia inovadora do neoBona consegue-se obter resultados fidedignos mesmo com frações mais baixas.
• Taxa baixa de insucesso – é o teste com menor taxa de insucesso, ≤ 1%
• Realizado precocemente a partir da 10ª semana ecográfica de gravidez.
• Resultado rápido – 8 dias úteis depois da entrada da amostra no laboratório.
• Várias opções de teste – 3 opções de teste: o neoBona®, o neoBona® + e o neoBona® GenomeWide.
• Ampla indicação – pode ser efetuado em gestações gemelares, com gémeo evanescente (perdido), ou após técnicas de reprodução medicamente assistida como a FIV (fertilização in vitro) com doação de gâmetas (consultar: limitações específicas do teste).
O neoBona® é um teste diagnóstico?
Quando um resultado se revela alterado, deve ser sempre confirmado por uma técnica complementar de diagnóstico através de um exame invasivo (biópsia das vilosidades ou amniocentese).
Nunca se deve tomar uma decisão clínica de intervenção, sem a devida confirmação por um teste diagnóstico.
A SYNLAB disponibiliza através do seu Laboratório de Genética, qualquer teste diagnóstico que seja necessário neste contexto.
Como é feita a interpretação dos resultados?
Os resultados são interpretados por cromossoma analisado (21,18,13) ou pelos cromossomas sexuais (cromossomas X, Y) ou por grupo de outros cromossomas (autossomas), da seguinte forma:
Cromossomas 21, 18 e 13; X e Y; autossomas:
Resultado: Ausência ou Presença de aneuploidia
• no caso de Ausência de aneuploidia o risco é baixo para essa trissomia
• no caso de Presença de aneuploidia o risco é elevado para essa trissomia.
• no caso de Presença de aneuploidia nos cromossomas sexuais é discriminado o seu tipo: XXX, XXY, XYY, XO.
• no caso de Presença de aneuploidia nos autossomas é discriminado qual o cromossoma(s) em causa e que tipo de alteração.
Sexo Fetal
Resultado: Sexo feminino (ausência de cromossoma Y) ou masculino (presença de cromossoma Y)
• no caso de gestação gemelar não é possível realizar o estudo discriminado em cada feto. A ausência de material do cromossoma Y indica que ambos os fetos são do sexo feminino. A presença de material do cromossoma Y indica que pelo menos um dos fetos é do sexo masculino.
Deleções/duplicações ≥ 7 Mb (CNV – Variação do Número de Cópias)
Resultado: Ausência ou Presença de anomalia
• sendo indicado qual(quais) o(s) cromossoma(s) afetado(s) e discriminado o tipo de anomalia.
neoBona® - o que permite detetar?
• Trissomia 21 ou Síndrome de Down - é a trissomia mais frequente; as crianças afetadas apresentam deficiência intelectual, defeitos cardíacos e/ou outras anomalias.
• Trissomia 18 ou Síndrome de Edwards – origina um elevado índice de abortamentos espontâneos. As crianças afetadas apresentam deficiência intelectual e malformações graves, raramente sobrevivendo além do 1º ano de vida.
• Trissomia 13 ou Síndrome de Patau – origina um elevado índice de abortamentos espontâneos. As crianças afetadas apresentam deficiência intelectual e outras malformações, raramente sobrevivendo depois do 1º ano de vida.
É indicado o sexo fetal, se for essa a opção do casal.
neoBona® + - o que permite detetar?
Identifica o risco associado à presença de aneuploidias dos cromossomas sexuais no feto, por exemplo:
• Síndrome de Turner (45, XO) ou Monossomia X. Ausência de um dos cromossomas X no sexo feminino.
• Síndrome de Klinefelter (47, XXY) – Presença de um cromossoma X extra, no sexo masculino.
• Síndrome do Triplo X ou Trissomia X (47, XXX) – Presença de um cromossoma X extra no sexo feminino.
Síndrome de Jacobs (47, XYY) – Presença de um cromossoma Y extra no sexo masculino.
Também é indicado o sexo fetal.
neoBona® Genomewide - o que permite detetar?
Identifica o risco associado à presença de aneuploidias dos cromossomas sexuais.
Identifica a presença de aneuploidias em qualquer um dos outros pares de autossomas.
Identifica a presença de duplicações/deleções de tamanho igual ou superior a 7 Mb (CNV) em qualquer um dos pares de autossomas (cromossomas não sexuais). Por exemplo:
• Síndrome do “Cri du chat” (deleção 5p)
• Síndrome de DiGeorge (deleção 22q11.2)
• Síndrome de Angelman e Prader-Willi (deleção 15q)
• Síndrome de Wolf-Hirschhorn (deleção 4p)
• Síndrome de Jacobsen (deleção 1q)
• Síndrome de Langer-Giedion (deleção 18q)
• Síndrome de deleção 1p36
(Nota- só serão identificadas as deleções e duplicações de tamanho igual ou superior a 7 Mb. Se forem de dimensão inferior não são detetadas)
Também é indicado o sexo fetal.
Qual a taxa de falsos positivos do Teste neoBona®?
Por isso se aconselha a confirmação por técnica complementar de diagnóstico sempre que há um resultado positivo, antes da decisão clínica de qualquer intervenção.
Qual a taxa de insucesso do Teste neoBona®?
A maioria das causas de insucesso está relacionada com problemas do pré-analítico (ex.: incidentes de colheita, volume da amostra, transporte, etc.). Alguns casos são devidos a valor de fração fetal baixo que não permitem a realização do teste de sequenciação, finalmente pode haver problemas técnicos (falha na extração ADN, ampliação ou sequenciação).
A taxa de insucesso é inferior a 1%, pelo que a taxa de repetição do teste é baixa.
Neste caso é geralmente explicado o motivo técnico no impresso de resposta e eventualmente solicitada nova amostra.
Por vezes não é possível dar um resultado numa área específica.
Em qualquer dos casos o laboratório contacta sempre o médico para explicar o motivo, bem como ajudar na sua resolução ou orientação posterior.
Que limitações específicas tem o Teste neoBona®?
• É um teste de rastreio - trata-se de um rastreio e não de um teste de diagnóstico. Um resultado positivo exige sempre confirmação por técnica diagnóstica.
• Tem um âmbito específico – só deteta as alterações acima referenciadas. As anomalias por CNV mais raras de dimensão muito pequena (inferiores a 7 Mb) não são detetadas.
Não deteta todos os tipos de patologias genéticas, nomeadamente patologia monogénica e multifatorial. Portanto, um resultado negativo do teste não exclui o risco geral referente a outras patologias de etiologia genética.
• Não substitui a ecografia do 1º trimestre – trata-se de exames com diferentes objetivos. Complementam-se quando a ecografia é normal. Na presença de anomalias ecográficas aplica-se o protocolo de diagnóstico genético mais alargado em material fetal, obtido através de teste invasivo (biópsia das vilosidades ou amniocentese).
• Fração fetal baixa – uma percentagem muito baixa do ADN fetal circulante pode inviabilizar o resultado.
• Falsos positivos/discrepância de resultados - várias situações podem originar um falso positivo, por exemplo: mosaicismo placentar (não reflete a verdadeira constituição do feto, mas sim da placenta); gravidez gemelar com gémeo evanescente perdido precocemente (quando um dos fetos sucumbiu e só o outro evoluiu); patologia materna coexistente (anomalias cromossómicas no sangue materno: germinativas ou adquiridas); transfusão materna, etc.
• Resultados incidentais – pode haver situações em que no processo de esclarecimento de um resultado, ocorra a deteção de uma patologia materna não conhecida até asse momento, por exemplo uma anomalia cromossómica germinativa ou adquirida. Nestes casos é aconselhada uma consulta de genética.
• Gestações gemelares com mais de 2 fetos – não se aconselha a realização do teste por falta de estudos de validação clínica populacional dos resultados.
Como posso ter ajuda na interpretação dos resultados?
A SYNLAB disponibiliza consulta de aconselhamento genético através da rede dos seus Médicos Especialistas em Genética Médica, bem como disponibiliza também consultoria direta aos médicos.
É necessária prescrição médica para realizar o Teste neoBona®
A SYNLAB disponibiliza um Formulário de Requisição que inclui o Consentimento Informado para a grávida ler e assinar.
O teste neoBona® é comparticipado?
Como é feita a entrega de resultados do neoBona®
Posteriormente, o resultado pode ser-lhe enviado por email ou entregue em mão em formato impresso, através de levantamento presencial no laboratório/unidade/clínica onde foi realizada a colheita. Se o email for a opção selecionada, será enviado um pdf encriptado com palavra-chave que garante a proteção total dos seus dados/informações.
Qual o prazo para entrega do resultado?
Qual a diferença entre o Teste Sexo do Bebé e o Teste neoBona®?
O neoBona® é um teste muito mais completo e permite detetar as trissomias e outras anomalias cromossómicas mais frequentes no feto, podendo informar (ou não, consoante a opção dos pais) o sexo do bebé.
