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Clamídia: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A clamídia é uma infeção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Embora afete predominantemente os órgãos genitais, também pode surgir em outras regiões do corpo. Em particular no ânus, boca e, em casos raros, olhos e garganta.
Qualquer pessoa pode contrair clamídia. Contudo, é uma IST mais comum entre adolescentes e jovens adultos e em quando há múltiplos parceiros sexuais.
Transmissão e Fatores de Risco para infeção por Chlamydia trachomatis
A clamídia pode afetar indivíduos de qualquer idade ou género. No entanto, é mais frequente ocorrer em jovens sexualmente ativos entre 14 e 24 anos.
A transmissão da clamídia ocorre por meio de:
- Contacto sexual desprotegido (vaginal, anal ou oral) com uma pessoa infetada;
- Transmissão vertical: durante o parto, de uma mãe infetada para o recém-nascido.
Fatores de risco para infeção por Clamídia
Os fatores de risco associados à transmissão desta doença sexualmente transmissível incluem:
- Não utilização ou utilização incorreta de preservativos;
- Múltiplos parceiros sexuais;
- Presença de outra IST.
Sintomas de infeção por Clamídia
Apesar de nem sempre se manifestarem sintomas, quando há sinais e sintomas o seu aparecimento costuma variar entre os 5 a 21 dias (período de incubação). Há uma variação consoante o sexo afetado, sendo que cerca de 70% das mulheres são assintomáticas e 50% dos homens também não apresentam sinais de infeção.
Que sintomas devem as mulheres estar atentas?
As mulheres devem ficar alerta se surgirem os seguintes sinais:
- Ardor ou dor ao urinar;
- Corrimento vaginal anormal (alterado em quantidade, cor ou odor);
- Aumento da frequência urinária;
- Dor abdominal, na zona pélvica ou retal
- Hemorragia vaginal fora do período menstrual ou perda de sangue após as relações sexuais;
- Dor durante as relações sexuais.
Quais os sinais de infeção por Clamídia no homem?
Os homens devem procurar avaliação médica se apresentarem:
- Ardor ou dor ao urinar;
- Corrimento uretral transparente ou presença de pus
- Sensibilidade ou prurido (comichão) na uretra;
- Dor ou desconforto nos testículos.
Manifestações raras da infeção
Apesar de ser raro, podem ainda ocorrer conjuntivite ou inflamação da garganta, devido ao contacto com secreções genitais.
De ressalvar, que mesmo sem qualquer sintoma, esta infeção pode ser transmitida. Também por isso, a prevenção é fundamental, de modo a evitar uma maior propagação desta infeção sexualmente transmissível.
Diagnóstico da infeção sexualmente transmissível
O diagnóstico é feito por:
- Avaliação clínica e rastreio: Identificação de sintomas ou triagem em indivíduos assintomáticos;
- Confirmação laboratorial: Testes para detetar Chlamydia trachomatis ou o seu ADN em amostras recolhidas da uretra, colo do útero, ânus ou garganta. Também podem ser efetuadas análises na urina.
Os indivíduos diagnosticados devem ser avaliados para outras IST, como gonorreia e HIV, devido à elevada coocorrência destas infeções.
Complicações da infeção sexualmente transmissível
Se não tratada, a clamídia pode causar sérias complicações que podemos dividir mediante o género afetado.
Complicações da infeção por Chlamydia trachomatis nas mulheres
- Doença inflamatória pélvica (DIP), que pode ter como consequência:
- Gravidez ectópica;
- Infertilidade;
- Dor pélvica crónica.
- Se a infeção ocorrer durante a gravidez, pode provocar:
- Conjuntivite ou pneumonia no recém-nascido;
- Parto prematuro;
- Recém-nascido de baixo peso.
Complicações da infeção por Chlamydia trachomatis nos homens
A complicação no homem é a epididimite (inflamação do epidídimo), que pode causar infertilidade. Há evidências científicas que sugerem que a Chlamydia trachomatis pode afetar diretamente a função dos espermatozoides humanos de uma forma direta, contribuindo assim para a infertilidade.
Tratamento da Clamídia
Relativamente ao tratamento, ele existe e é eficaz. Contudo, deve ser sempre efetuado sob orientação clínica e inclui a toma de antibiótico, tomado conforme a posologia indicada pelo seu médico. Habitualmente são prescritos antibióticos como a doxiciclina, a azitromicina, entre outros. Porém, apesar das altas taxas de sucesso do tratamento, ocasionalmente podem surgir infeções recorrentes e graves.
Portanto, há uma série de medidas importantes para evitar reinfeção e complicações. Estas incluem:
- Tratamento dos parceiros sexuais recentes, mesmo que estejam assintomáticos, para evitar reinfeções;
- Abstinência sexual até ao término do tratamento.
É essencial lembrar que tratar uma infeção de Chlamydia trachomatis não confere imunidade, e novas exposições podem resultar em reinfeção. Ou seja, o tratamento para clamídia é apenas para tratar a infeção do momento e não protege contra infeções futuras.
Prevenção da infeção por Chlamydia trachomatis
A prevenção é fundamental para reduzir a transmissão da clamídia. As medidas incluem:
- Uso de preservativos: Correto e consistente em todas as formas de contacto sexual;
- Redução de parceiros sexuais: Manter relações estáveis e limitar o número de parceiros;
- Rastreio regular: Especialmente em jovens sexualmente ativos e grupos de risco.
Em resumo, a clamídia é uma IST comum, que muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar complicações graves se não tratada. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a infeção é facilmente controlada. Contudo, relembramos que práticas sexuais seguras e rastreios regulares são fundamentais para prevenir a transmissão e proteger a saúde geral e sexual.
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