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Saúde da Mulher

04 Feb 2026

Tudo o que precisa de saber sobre os exames pré-natais e o papel do NIPT no rastreio genético

 

Quando uma mulher descobre que está grávida, nasce também uma mãe.
Uma mãe que sonha, que protege, que sente o coração acelerar a cada ecografia e que deseja, acima de tudo, que o seu bebé chegue ao mundo com saúde. Neste período em que o amor floresce no ventre, o cuidado torna‑se protagonista — e os exames pré‑natais são aliados essenciais nesta jornada.

O amor revela‑se no cuidado, na escolha de um bom acompanhamento e na decisão por exames que oferecem segurança e tranquilidade tanto para a mãe como para o bebé.

Neste artigo, explicamos os principais exames realizados em cada trimestre da gravidez, com destaque para o NIPT — um teste genético não invasivo que permite identificar precocemente alterações cromossómicas. Continue a leitura e perceba como a medicina laboratorial pode transformar o cuidado durante a gestação.

 

O que são e qual a importância dos exames pré‑natais?

O acompanhamento pré‑natal inclui diversas iniciativas de carácter preventivo, promocional da saúde, diagnóstico e terapêutico, com o objetivo de garantir uma gestação saudável e segura para a grávida e para o bebé.

Durante a gravidez, cada escolha importa: alimentação, descanso, acompanhamento médico e, claro, os exames pré‑natais. Estes não são apenas protocolos clínicos — são formas de acompanhar o desenvolvimento do bebé e antecipar qualquer necessidade de atenção especial.

Os exames pré‑natais fazem parte da vigilância médica que visa garantir a saúde da grávida e do bebé ao longo de toda a gestação. Permitem identificar precocemente condições que possam interferir no desenvolvimento fetal, além de prevenir ou tratar problemas que surgem durante a gravidez, como infeções, diabetes gestacional e hipertensão.

Além disso, exames genéticos e de imagem, ajudam a rastrear alterações cromossómicas ou malformações fetais, dando à família a oportunidade de se preparar adequadamente para o parto e para os cuidados pós‑nascimento.

Entre estes exames, destaca-se um que tem assumido particular relevância por permitir a obtenção de informação genética de forma precoce, segura e não invasiva: o NIPT (teste pré‑natal não invasivo).

 

Que exames fazem parte do acompanhamento prénatal?

Os principais exames realizados são:

 

1.º trimestre

  • Ecografia: incluindo avaliação do tempo de gestação e a localização do saco gestacional. Permite a primeira avaliação anatómica fetal e quantificação de risco de trissomia 21, baseado na translucência da nuca.
  • Exames de sangue: hemograma, glicemia em jejum, serologias (HIV, sífilis, rubéola, toxoplasmose, hepatites B, grupo sanguíneo com fator Rh e pesquisa de anticorpos irregulares.
  • Exame bacteriológico de urina, mesmo sem sintomatologia

 

2.º trimestre

  • Ecografia morfológica: avaliação da anatomia fetal e obtenção das medições associadas
  • Teste de tolerância à glicose — para deteção de diabetes gestacional
  • Hemograma, serologias de controlo, pesquisa de anticorpos irregulares e exames de urina
  • Acompanhamento da pressão arterial e peso

 

3.º trimestre

  • Avaliação do bem‑estar fetal: ecografias complementares com avaliação da posição fetal, cardiotocografia, perfil biofísico de avaliação de bem-estar fetal
  • Repetição de exames de sangue e urina
  • Rastreio de Streptococcus do grupo B (entre 35 e 37 semanas)

Os exames pré‑natais contribuem para a identificação precoce de doenças silenciosas, como hipertensão, diabetes, cardiopatias, anemias e infeções, facilitando o tratamento adequado e prevenindo potenciais complicações maternas e fetais a curto e longo prazo. Também possibilitam a deteção de malformações fetais, algumas passíveis de correção ainda no útero, bem como a avaliação da placenta, cuja localização inadequada pode representar risco de hemorragias graves.

O acompanhamento também é fundamental, ainda, para o diagnóstico precoce da pré‑eclâmpsia — uma condição grave e potencialmente fatal.

 

O que é o NIPT?

O teste pré‑natal não invasivo (NIPT) é um exame de rastreio que analisa fragmentos de DNA fetal livre (cfDNA) presentes no sangue materno. Realizado a partir da 10.ª semana, é simples, seguro e não invasivo, feito apenas com uma colheita de sangue da grávida.

O principal objetivo do NIPT é identificar alterações cromossómicas, como:

  • Trissomia 21 (Síndrome de Down)
  • Trissomia 18 (Síndrome de Edwards)
  • Trissomia 13 (Síndrome de Patau)

Por ter elevada sensibilidade (>99% de deteção), tem sido uma alternativa segura a métodos invasivos como a amniocentese e a biópsia das vilosidades coriónicas, que envolvem riscos sérios como o aborto.

Desde a descoberta do DNA fetal livre no plasma materno em 1997, houve uma verdadeira revolução no diagnóstico pré‑natal, e atualmente milhões de grávidas realizam o NIPT em todo o mundo.

 

Porque é que o NIPT representa um avanço no cuidado pré‑natal?

A introdução do NIPT representa um marco na medicina fetal. Por ser um exame sensível, precoce, seguro e não invasivo, contribui para:

  • antecipação de riscos
  • definição de condutas mais precisas
  • aconselhamento genético adequado

É importante reforçar que o NIPT é um exame de rastreio, não de diagnóstico. Os seus resultados devem ser interpretados em conjunto com outros resultados laboratoriais e clínicos.

 

Exames genéticos pré-natais: quando são recomendados?

Podem ser recomendados a todas as mulheres, mas são especialmente úteis quando há:

  • Resultados inconclusivos em rastreios bioquímicos
  • Idade materna ≥ 35 anos
  • Histórico familiar de doenças genéticas
  • Alterações em ecografias
  • Desejo dos pais de obter mais informações sobre a saúde genética do bebé

Podem rastrear aneuploidias (alterações de número nos pares cromossomas), alterações nos cromossomas sexuais, microdeleções e ainda permitem determinar o sexo fetal.

 

 

Que testes NIPT a SYNLAB oferece?

 

neoBona

Deteta, na sua versão mais simples:

  • Trissomias 21, 18 e 13
  • Sexo fetal (opcional). Em gravidez gemelar, determina a presença do cromossoma Y, o que indica que pelo menos um dos fetos é do sexo masculino.

 

neoBona +

Deteta:

  • Trissomias 21, 18 e 13
  • Aneuploidias dos cromossomas sexuais*
  • Sexo fetal (quando estudadas as aneuploidias, o sexo fetal é sempre revelado)

*A análises de aneuploidias dos cromossomas sexuais só é possível nos casos de gestação unifetal

 

neoBona Genomewide

  • Trissomias 21, 18 e 13
  • Sexo fetal. Em gravidez gemelar, determina a presença do cromossoma Y, o que indica que pelo menos um dos fetos é do sexo masculino.
  • Aneuploidias dos cromossomas sexuais
  • Rastreio em todos os cromossomas autossómicos (não sexuais) de:

- Aneuploidias

- Duplicações/deleções (CNVs) de tamanho igual ou superior a 7 Mb

 

Como funciona o teste neoBona da SYNLAB?

A partir da 10.ª semana, é colhida uma amostra de sangue num tubo específico.
O cfDNA é sequenciado e analisado por algoritmos que comparam a proporção de fragmentos cromossómicos com padrões de referência.

Resultados sugestivos de alterações devem ser confirmados por exames invasivos e com apoio de aconselhamento genético.

 

Para quem são indicados os testes neoBona?

Para todas as grávidas a partir das 10 semanas, incluindo:

  • Gravidez única ou gemelar
  • Gravidez por FIV (fertilização in vitro)
  • Gravidez por doação de gâmetas
  • Esclarecimento de situações de gémeos reabsorvidos

 

 

Mitos e verdades sobre os exames do pré‑natal

 

“Só preciso fazer exames se tiver sintomas”

Falso — muitas condições são silenciosas no início.

“O NIPT é invasivo”

Falso — é apenas uma colheita de sangue da grávida.

“Exames genéticos só são indicados para grávidas com mais de 35 anos”

Falso — podem ser úteis em qualquer idade.

“Fazer muitos exames prejudica o bebé”

Falso — totalmente seguro, sendo que os exames recomendados são seguros quando realizados com indicação adequada.

 

 

Referências Bibliográficas

  1. World Health Organization. WHO Recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience. Geneva: WHO; 2016
  2. Gomes FC. Triagem pré-natal ampliada: Teste da mamãe, Revista da Faculdade União de Goyazes, Vita et Sanitas 2009; p. 101-109.
  3. Ministério da Saúde. Importância do Pré-natal. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/importancia-do-pre-natal/
  4. Ministério da Saúde. Exames e vacinas. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gravidez/exames-e-vacinas
  5. Norton ME, Jacobsson B, Swamy GK, Laurent LC, Ranzini AC, Brar H, et al. Cell-free DNA Analysis for Noninvasive Examination of Trisomy. N Engl J Med. 2015;372:1589–1597.
  6. Chiu RWK, Chan KCA, Gao Y, Lau VYM, Zheng W, Leung TY, Foo CHF, Xie B, Tsui NBY, Lun FMF, Zee BCY, Lau TK, Cantor CR, Lo YMD. Noninvasive prenatal diagnosis of fetal chromosomal aneuploidy by massively parallel genomic sequencing of DNA in maternal plasma. Proc Natl Acad Sci USA 2008; 105: 20458–20463.
  7. Abedalthagafi M, Bawazeer S, Fawaz RI, Heritage AM, Alajaji NM, Faqeih E. Non-invasive prenatal testing: a revolutionary journey in prenatal testing. Front Med (Lausanne). 2023 Nov 9;10:1265090.
  8. American College of Obstetricians and Gynecologists Committee Opinion No. 640: Cell-Free DNA Screening for Fetal Aneuploidy. Obstet Gynecol. 2015;126:e31-7.
  9. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica nº 32 – Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf
  10. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), Practice Bulletin 226 (2020). Disponível em: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/practice-bulletin/articles/2020/10/screening-for-fetal-chromosomal-abnormalities

 

 

Artigo adaptado do original, retirado do site https://www.synlab-sd.com/