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Sífilis: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A sífilis é uma infeção sexualmente transmissível (IST) provocada pela bactéria Treponema pallidum. Manifesta-se inicialmente por pequenas úlceras (feridas), localizadas nos genitais, boca ou ânus. E pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade e género. No entanto, os indivíduos infetados podem permanecer assintomáticos durante longos períodos, facilitando a transmissão para os parceiros.
Transmissão e Fatores de Risco da Sífilis
A transmissão da sífilis ocorre por meio de:
- Contacto sexual desprotegido: Inclui relações vaginais, anais ou orais, sem utilização ou com uso incorreto de preservativo;
- Contacto direto com lesões cutâneas ou genitais: Através de cortes na pele ou membranas mucosas;
- Via sanguínea: Transfusões de sangue contaminado;
- Transmissão vertical: De mãe para filho durante a gravidez ou parto.
A prática de relações sexuais desprotegidas e a falta de rastreio são os principais fatores de risco.
Como evolui a infeção por Treponema pallidum
Esta infeção tem três fases intervaladas por períodos variáveis de latência. Após o contágio, a fase primária da sífilis é das mais importantes. As lesões ou úlceras que surgem nesta fase inicial não provocam dor ou incómodo, podendo até ser desvalorizadas. Logo, não sendo efetuado tratamento a infeção irá evoluir para formas mais graves.
Fases da infeção
A sífilis evolui em três fases principais. A saber:
1. Fase Primária:
- Sinais iniciais aparecem entre 3 e 6 semanas após o contacto.
- Aparecimento de pequenas úlceras (feridas) indolores na zona genital, boca ou ânus.
- As lesões podem ser desvalorizadas e desaparecem espontaneamente em poucas semanas.
2. Fase Secundária:
- Surge entre 1 e 6 meses após o desaparecimento das lesões primárias.
- Erupções na pele ou mucosas, incluindo pequenas borbulhas ou verrugas nos órgãos genitais, boca ou ânus.
- Sintomas sistémicos: febre, fadiga, dores musculares, perda de peso, dor de cabeça, queda de cabelo e inflamação dos gânglios linfáticos.
- Os sintomas desaparecem em semanas, mesmo sem tratamento, entrando em latência.
3. Fase Terciária:
Esta fase surge caso a infeção não seja tratada ou a bactéria não seja combatida pelo sistema imunitário, evoluindo e tendo consequências mais graves e, por vezes, irreversíveis.
- Surge após anos de infeção não tratada.
- Podem surgir danos em vários órgãos, tendo consequências a nível:
- Neurológico: Convulsões, alterações cognitivas, dificuldades motoras.
- Cardíaco: Doenças cardiovasculares.
- Visual: Cegueira.
No período de latência, a doença não apresenta sintomas, mas pode ser detetada mediante uma análise ao sangue que pode ser solicitada pelo seu médico. Nesta fase assintomática, a sífilis pode permanecer desconhecida durante muitos anos.
Sífilis Congénita
A sífilis congénita ocorre quando a infeção é transmitida de uma mãe infetada para o bebé durante a gravidez. As complicações incluem:
- Aborto espontâneo;
- Parto prematuro;
- Malformações congénitas: surdez, alterações neurológicas e deformidades ósseas.
Rastreios no início e no final da gravidez são cruciais para prevenir estas complicações.
Diagnóstico da infeção por Treponema pallidum
Devido à possibilidade de inatividade da bactéria por longos períodos, o diagnóstico e posterior tratamento tornam-se extremamente importantes para a prevenção do contágio.
O diagnóstico baseia-se em:
- Testes laboratoriais: Análises ao sangue para deteção de anticorpos contra Treponema pallidum;
- Testes rápidos: Frequentemente usados em conjunto com rastreios de outras ISTs, como VIH;
- Rastreio em grávidas: Realizado no início e fim da gestação.
Tratamento da Sífilis
O tratamento é altamente eficaz com antibióticos, geralmente penicilina e os seus derivados. A duração de tratamento depende do estadio da infeção e se corretamente efetuado previne complicações graves e interrompe a transmissão. A toma correta dos medicamentos é crucial pois sem tratamento eficaz esta IST, pode provocar complicações graves em vários órgãos.
O doente infetado deverá respeitar a abstinência sexual que é recomendada até ao término do tratamento.
Ou seja, tendo em consideração que o período de contágio pode ser até cerca de dois anos, todos os parceiros sexuais que o infetado teve durante esse período devem ser informados e testados para quebrar a cadeia de transmissão.
Prevenção da Sífilis
- Uso de preservativos: Reduz significativamente o risco de infeção.
- Rastreio regular: Especialmente em indivíduos sexualmente ativos (e com maior risco) e grávidas.
- Educação sexual: Promover o conhecimento sobre infeções de transmissão sexual e formas de prevenção.
Reforçamos que é incorreta a ideia de que a sífilis pode ser evitada através de medidas como lavar os órgãos genitais, urinar ou tomar banho após o ato sexual.
Em suma, a sífilis é uma infeção que pode ser devidamente controlada, mas, sem tratamento, pode evoluir para complicações graves e irreversíveis. Identificar os sintomas nas fases iniciais e realizar exames regulares, especialmente se tem comportamentos que favorecem este tipo de infeções de transmissão sexual são medidas essenciais para interromper a cadeia de transmissão. A prevenção e o tratamento adequado são a chave para controlar esta IST.
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